O processo de adaptação de um filme para uma
peça não é tão simples como parece, o primeiro passo a ser
seguido é entrar em contato com o autor da obra e fazer um contrato com
assinatura autenticada em cartório, caso seja dada a permissão para que o
espetáculo seja realizado.
No Brasil, o período de
proteção de um filme dura 70 anos após a morte do autor da obra original, antes
disso, caso ele já tenha falecido, deve-se pedir autorização para o familiar
responsável por ela.
Popeye, por exemplo, é um dos primeiros desenhos
famosos que já entraram em domínio público no Brasil. Depois desta etapa, deve ser feito o roteiro da
peça e tudo que for necessário para que ela aconteça. Este desenvolvimento requer amplo conhecimento
sobre a obra, como também a criatividade do autor.
King Kong é a atual expectativa dos grandes amadores
do teatro. Este é um dos filmes de grande sucesso que estará chegando aos palcos
no final de 2018. Com grande adaptação, entrará em cartaz no teatro da
Broadway, em Nova York. Com roteiristas, produtores, diretores e quase toda a
equipe definida, o filme finalmente ganha espaço na cidade que o tornou famoso
mundo afora. O gorila será reproduzido por robôs automatizados.
No caso de filmes transformados em peças infantis, há
pessoas que conseguem fazer novas e boas interpretações de personagens já
conhecidos, seja humanizando, recriando traços, e até mesmo fazendo caricaturas
do intérprete. Mesmo que todos os personagens sejam redesenhados, ainda assim
será caracterizado como uso indevido de imagem.
No Brasil, se discute o fato de que a Marvel e a
Disney, por exemplo, não perderiam tempo vindo aqui reivindicar seus
direitos. Pode ser que realmente não
venham. É importante ter em vista que lei e direito autoral são coisas sérias e
o infrator responderá judicialmente pela utilização não autorizada das obras.
Para que não seja preciso chegar a este ponto, é necessário buscar
licenciadores e agentes de marcas para utilização de personagens. A solicitação
de consulta deve ser encaminhada para cadastro@sbat.com.br; ou pelo telefone 21
2240-7231. Também pode ser encaminhada por escrito para o endereço da sede da
SBAT (Sociedade Brasileira de Autores).
Karol Guinodi