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| Crédito: Pinterest |
A
representatividade feminina no meio artístico cresce com o decorrer dos anos no
Brasil. Mulheres artistas vêm ocupando, seja pelo teatro, música, dança ou
poesia, um papel fundamental no quesito de produção artística. As artistas
ganham força em países onde o feminismo é mais atuante.
A história da
arte no país não poderia ser escrita sem as referências fundamentais de grandes
artistas mulheres. Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, Maria Clara Machado,
Bibi Ferreira, Derci Gonçalves, Glauce Rocha são nomes importantes nas artes
cênicas.
Já Anita
Malfatti e Tarsila do Amaral são as mais lembradas nas artes plásticas,
seguidas por nomes como Djanira, Lygia Clark, Lygia Pape, Tomie Ohtake, Maria
Bonomi, Regina Silveira e muitas outras. Estas artistas têm espaço garantido
não só na cultura, como também muitas de suas obras estão cotadas entre os
leilões internacionais.
A
participação feminina neste campo é temática e já ocupa décadas de estudos. Atualmente,
obras de artistas brasileiras como Lygia Clark, Beatriz Milhazes e Adriana
Varejão estão entre as mais caras no mercado brasileiro e em leilões
internacionais.
Comparado à
década de 1970, os índices mostram uma crescente participação feminina no
mercado e em museus. A partir do ano de 2000, as mulheres brasileiras têm
apresentado uma representatividade em acervos e visibilidade no mercado em
torno de 22%, segundo IEA.
Apesar da globalização
artística se colocar como democrática, com um discurso de que haveria espaço
para todos, os artistas mais bem-sucedidos estão nos centros globais, como Nova
York, Inglaterra, Berlim e Paris.
Então, o
mercado permanece ainda desigual e o que prevalece é país onde o artista nasceu
ou onde ele constitui sua nacionalidade. Essa característica tem grande peso
para sua inserção no mercado. Da mesma forma, as mulheres têm uma relação menor
e são menos bem pagas, fazendo com que o mercado artístico seja profundamente
generificado.
Karol Guinodi
